Marcelo admite que “Europa não estava preparada para a guerra”

O Presidente da República deixou ainda um alerta de que a crise de saúde pública ainda não acabou, apesar do foco estar neste momento na Guerra com a Ucrânia. 

Simone Silva

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu esta terça-feira que “a Europa não estava preparada para a guerra”, uma vez que depois da pandemia ninguém previa que isto fosse acontecer.

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“Temos agora uma realidade de guerra, com consequências que ninguém sabe medir. Neste momento as previsões foram todas suspensas, ninguém pode dizer o que vai acontecer”, reiterou em declarações aos jornalistas.

Questionado sobre se os portugueses estariam preparados para o que aconteceu, Marcelo responde: “Com a pandemia ninguém estava preparado para esta guerra”, assumiu. “Era uma hipótese, era um cenário, não se sabia como nem quando podia acontecer”, acrescentou.

“Para as suas consequências, a Europa como se vê não estava preparada e muitos países do mundo não estavam preparados. Quer no fornecimento energético, quer no funcionamento dos mercados e sobretudo, porque ainda estava a fazer-se uma recuperação do tempo da pandemia”, indicou.

O Presidente da República disse ainda que “vêm aí tempos muito difíceis” devido à guerra. “Nós não estamos muito habituados a ver guerras na Europa, a última de que temos memória é a da Jugoslávia, já lá vão 30 anos e 30 anos é muito tempo na vida de um povo”, adiantou.

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Marcelo indicou que a guerra, “além de ser um choque psicológico, político e diplomático, é um choque económico, financeiro e social” que “tem consequências” e “não se sabe quando acaba. Sabe-se que os custos vão continuar nos próximos tempos”, admitiu.

Para além da crise da Ucrânia, o Chefe de Estado deixou também um alerta de que a crise de saúde pública ainda não acabou, apesar do foco estar neste momento na Guerra.

“Uma das crises (que tem abalado o país) continua. Nós temos vindo a tratar a pandemia como se tivesse acabado, mas não sabemos se não haverá ainda uma mini vaga, como nas outras gripes, entre o outono e o inverno”, sublinhou.

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