A Rússia que alcançar o seu objetivo de garantir o estatuto ‘neutro’ da Ucrânia, mas prefere fazê-lo através de negociações, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrageiros, Maria Zakharova, citada pela ‘Reuters’.
Em conferência de imprensa esta quarta-feira, a responsável garantiu que os objetivos de Moscovo não passam por derrubar o governo de Kiev, ao contrário daquilo que tem sido veiculado.
Zakharova espera sim alcançar progressos mais significativos na próxima ronda de negociações com a Ucrânia, considerando que para isso, o país deve optar pela neutralidade político-militar.
Assumindo que 140 mil ucranianos fugiram para a Rússia, a porta-voz sublinhou ainda no mesmo briefing, que a operação militar da Rússia está a seguir estritamente o plano que foi traçado inicialmente, sem desvios.
Recorde-se que a Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil.
Adicionalmente, o ataque russo provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.
Os EUA anunciaram na terça-feira um embargo às importações de petróleo russo para os Estados Unidos, em resposta à invasão russa da Ucrânia, para “sancionar a Rússia pela guerra injustificada e não provocada”.
Também, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou na segunda-feira a imposição de sanções contra 10 personalidades russas, na sequência da invasão à Ucrânia.
“Estão incluídos funcionários e ex-funcionários do Governo russo, oligarcas e apoiantes da liderança russa. Os nomes destes indivíduos vêm de uma lista compilada pelo líder da oposição, Alexei Navalny”, afirmou o responsável.












