A Ericsson quebrou um acordo formal que estabeleceu com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ao reter provas sobre o seu envolvimento num esquema de corrupção no Iraque, revelou esta quarta-feira a empresa de telecomunicações.
Esta nova admissão da Ericsson surge dias depois de ter afirmado que canalizou dinheiro para o Estado Islâmico e que fez pagamentos suspeitos de milhões de euros para sustentar o seu negócio no Iraque entre 2011 e 2019.
Esta terça-feira, o Departamento de Justiça norte-americano notificou a Ericsson da quebra dos termos do acordo estabelecido em 2019, avança o The Guardian. Na altura, a empresa sueca pagou 895 milhões de euros para que o governo dos Estados Unidos não prosseguisse com uma investigação sobre corrupção.
O Departamento de Justiça americano considera que a informação partilhada pela Ericsson sobre as alegações de corrupção no Iraque é “insuficiente”.
Esta quarta-feira, a Ericsson disse que estava em “comunicação com o Departamento de Justiça a propósito dos factos e circunstâncias que determinaram a quebra do acordo”. Adiantou ainda que está “comprometida em colaborar com o Departamento de Justiça para resolver o assunto”.
As ações da Ericsson já perderam quase um terço do seu valor desde que no final de fevereiro surgiram alegações de corrupção no Iraque e de financiamento dos terroristas do Estado Islâmico.













