Covid-19: Depois de Macron, chanceler alemão também recusa fazer teste PCR na Rússia

O chanceler alemão Olaf Scholz recusou fazer um teste de PCR russo antes de se encontrar com o presidente Vladimir Putin, segundo  confirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em conferência de imprensa esta terça-feira.

Simone Silva

O chanceler alemão Olaf Scholz recusou fazer um teste de PCR russo antes de se encontrar com o presidente Vladimir Putin, segundo  confirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em conferência de imprensa esta terça-feira.

“De facto, os dois estarão a uma distância maior do que o habitual, mas isso não afetará de forma alguma a natureza da reunião, nem o seu conteúdo, ou duração”, disse Peskov.

O responsável revelou que o encontro vai acontecer na mesma longa mesa, em que Putin conversou com o presidente francês, Emmanuel Macron, que também se recusou a ser testado na Rússia.

Também a correspondente do Daily Telegraph em Moscovo, avançou esta informação, numa publicação no Twitter. “O Kremlin confirmou que Olaf Scholz seguiu o exemplo de Macron e recusou fazer um teste de PCR na Rússia. Esperam-se mais fotos com esta mesa de comprimento vertiginoso”, afirmou.

Peskov acrescentou ainda que o lado alemão não explicou a sua recusa. “Toda a gente tem os seus próprios protocolos, nós tratamo-los com respeito”, sublinhou.

O jornal alemão, Bild, também não revelou quais os motivos da recusa, mas sublinhou que Olaf Scholz não recusou fazer o teste por temer que as suas amostras de ADN caíssem nas mãos das autoridades russas, como foi avançado na altura em relação a Macron.

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Da mesma forma que Macron, o chanceler alemão fez um teste de PCR no seu país antes da partida e fará um teste de antigénio feito pelo seu próprio médico – que viaja consigo – na chegada à Rússia, pelo que não se justificava fazer outro.

De recordar que Scholz chegou a Moscovo esta terça-feira para conversar com Vladimir Putin. Espera-se que o tema principal da reunião seja a situação da Ucrânia. Ontem, o chanceler alemão reuniu-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, com o mesmo tema em cima da mesa.

 

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