Invasão da Ucrânia pode ocorrer nas próximas 48 horas, alerta Boris Johnson

Primeiro-ministro britânico apela a Putin para que se afaste do precipício, reconhecendo que estão em marcha “sérios preparativos” para uma invasão russa

Francisco Laranjeira

A invasão da Ucrânia pode ocorrer nas próximas 48 horas, avisou esta segunda-feira Boris Johnson, que alertou que a região estava a entrar numa situação “muito perigosa e difícil”. O primeiro-ministro britânico instou ainda o presidente russo, Vladimir Putin, para se afastar “do precipício”, reconhecendo que estão em marcha “sérios preparativos” para uma invasão russa, com cerca de 130 mil soldados concentrados nas fronteiras com a Ucrânia.

Boris Johnson apelou ainda para maior diálogo e instou a Rússia a evitar uma invasão “desastrosa”, garantindo que Putin precisa de entender as consequências económicas e políticas se lançar uma invasão contra a Ucrânia.

O Kremlin reconheceu que as preocupações de segurança da Rússia seriam aliviadas significativamente se a Ucrânia renunciasse à sua intenção de se juntar à NATO – o embaixador da Ucrânia ao Reino Unido, Vadym Prystaiko, já reiterou que Kiev tinha um objetivo constitucional de se juntar à aliança atlântica. Bloquear a adesão da Ucrânia é a principal das exigências de segurança que a Rússia apontou como fulcral para a disputa atual – uma que os aliados da NATO temem que brevemente possa levar a uma invasão.

Downing Street disse que os cidadãos britânicos não devem esperar por um “transporte aéreo militar” da Ucrânia depois de o Governo ter aconselhado os cidadãos britânicos a abandonar o país. “Os cidadãos britânicos devem deixar a Ucrânia por meios comerciais e ainda há voos disponíveis. Não devem esperar um transporte aéreo militar do país”, alertou o porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, um dos países, entre os mais de 12, que já ordenaram aos cidadãos que abandonassem solo ucraniano.

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