Estados Unidos: Famílias e vítimas do 11 de setembro vão receber 3,5 mil milhões de dólares do dinheiro apreendido no Afeganistão

Espera-se que Biden anuncie uma ordem executiva esta sexta-feira, que permitirá que as vítimas do ataque terrorista e as suas famílias recebam cerca de 3,5 mil milhões de dólares em ativos. 

Simone Silva

Vítimas e famílias dos ataques terroristas de 11 de setembro vão receber parte dos sete mil milhões de dólares que foram apreendidos do banco central do Afeganistão, avança o ‘The New York Times’.

Segundo o jornal, espera-se que o presidente dos EUA, Joe Biden, anuncie uma ordem executiva esta sexta-feira, que permitirá que as vítimas do ataque terrorista e as suas famílias recebam cerca de 3,5 mil milhões de dólares em ativos.

Os fundos foram retirados do banco central do Afeganistão, antes da saída das tropas norte-americanas do país e do grupo Talibã regressar ao poder em agosto passado, tendo sido desde então congelados.

Parte desses 3,5 mil milhões serão também destinados a causas humanitárias no Afeganistão, de acordo com fontes do governo Biden citadas pelo jornal, que ressalvaram que haverá um anúncio oficial.

Quase três mil pessoas morreram e mais de seis mil ficaram feridas nos ataques do 11 de setembro, que desencadearam uma guerra de 20 anos no Afeganistão, a que o atual Presidente dos EUA decidiu pôr fim, retirando as forças militares norte-americanas do país.

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Em setembro do ano passado, Biden assinou uma ordem executiva determinando a desclassificação de alguns documentos relacionados com os ataques terroristas de 11 de setembro, numa decisão interpretada como um gesto de apoio às famílias das vítimas que há muito procuram mais informação, na esperança de implicar o governo saudita.

A ordem, assinada a pouco mais de uma semana do vigésimo aniversário dos ataques às Torres Gémeas, foi considerada um momento significativo na disputa, que dura há anos, entre a administração norte-americana e as famílias das vítimas sobre quando é que informações confidenciais sobre o período que antecedeu os ataques seriam tornadas públicas.

Esse litígio ganhou força em agosto de 2021, quando cerca de 1.800 familiares, sobreviventes e socorristas da tragédia se opuseram à participação de Biden nos eventos do aniversário do 11 de setembro, caso os documentos não fossem desclassificados.

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