Eutanásia: Parlamento mantém maioria confortável a favor da medida

Apesar de um novo Governo (e Parlamento) estarem prestes a tomar posse em Portugal, mantém-se uma maioria confortável de deputados a favor da despenalização da morte medicamente assistida (Eutanásia).

Revista de Imprensa

Apesar de um novo Governo (e Parlamento) estarem prestes a tomar posse em Portugal, mantém-se uma maioria confortável de deputados a favor da despenalização da morte medicamente assistida (Eutanásia), de acordo com o ‘Diário de Notícias’ (DN).

O diploma que abre as portas à legalização da eutanásia e do suicídio assistido foi vetado pela segunda vez pelo Presidente da República, mas vai novamente a Belém para uma terceira ronda.

Segundo a mesma publicação, em teoria, a maioria absoluta do PS seria suficiente para fazer avançar a lei, embora na prática possa não ser exatamente assim, isto porque, se sete deputados do PS votarem contra e dois se abstiverem, como na última votação, o PS não consegue aprovar o diploma sozinho.

No entanto, não estão sozinhos. Contam para isso com a ajuda do PSD, que ganha mais deputados a favor da medida e apesar de o Chega (que é contra) ter aumentado a sua representação parlamentar, o desaparecimento do CDS (cinco votos contra na passada legislatura) ajuda.

Para além disso, também o crescimento da Iniciativa Liberal, um dos partidos proponentes da lei, e que cresceu nestas eleições de um para oito deputados, resulta em mais sete votos a favor, que fazem com que o diploma conte com uma maioria confortável para o aprovar.

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Apesar deste cenário, segundo o ‘DN’, à esquerda perdem-se 19 votos, uma vez que na passa legislatura havia 26 deputados a favor, que com a atual configuração parlamentar reduzem para apenas sete: há menos 14 votos favoráveis no Bloco de Esquerda, a que se somam os dois do PEV, que não elegeu deputados, e os três perdidos pelo PAN, mantendo-se o do Livre.

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