O ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, mudou o local onde cumpre a pena de prisão domiciliária, saindo da residência algarvia, perto de Albufeira, onde se encontrava, para uma quinta em Braga, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, o ex-governante saiu do Algarve na terça-feira sob escolta da GNR de Faro e de outras forças de segurança, acompanhado pela mulher, para rumar a Gondizalves, Braga, sendo esta agora a nova residência do casal.
Foi o próprio Manuel Pinho que, segundo o jornal, solicitou ao Tribunal a mudança para a residência em Braga, um pedido que o juiz Carlos Alexandre aceitou, ele que decretou esta semana o arresto de 13 bens imóveis do casal e de parte da pensão do ex-ministro.
O ‘JN’ adianta também que na tarde de quarta-feira estavam ainda a ser ultimadas obras de adaptação na residência, nomeadamente a instalação de novos sistemas de telecomunicações, compatíveis com a vigilância eletrónica através de pulseira eletrónica.
Recorde-se que Manuel Pinho foi constituído arguido no âmbito do caso EDP no verão de 2017, por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, num processo relacionado com dinheiros provenientes do Grupo Espírito Santo.
No processo EDP/CMEC, o Ministério Público imputa aos antigos administradores António Mexia e Manso Neto, em coautoria, quatro crimes de corrupção ativa e um crime de participação económica em negócio.
O caso está relacionado com os Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) no qual Mexia e Manso Neto são suspeitos de corrupção e participação económica em negócio para a manutenção do contrato das rendas excessivas, no qual, segundo o Ministério Público, terão corrompido o ex-ministro da Economia Manuel Pinho e o ex-secretário de Estado da Energia Artur Trindade.
O processo tem ainda como arguidos o administrador da REN e antigo consultor de Manuel Pinho, João Conceição, o ex-secretário de Estado da Energia Artur Trindade, Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas e o antigo presidente do BES, Ricardo Salgado.













