Vacina espanhola contra a Covid-19 entra na fase 3 dos ensaios clínicos

A vacina espanhola da Hipra contra a Covid-19 vai entrar na fase três dos ensaios clínicos, depois de ter recebido aprovação por parte da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS).

Simone Silva

A vacina espanhola da Hipra contra a Covid-19 vai entrar na fase três dos ensaios clínicos, depois de ter recebido aprovação por parte da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS).

A informação foi confirmada ao ‘La Vanguardia’ por fonte do Ministério da Saúde espanhol, que adiantou que a farmacêutica sediada em Amer (Girona) espera ter a vacina pronta ainda antes do verão.

A ministra da Ciência e Inovação de Espanha, Diana Morant, já tinha dito na segunda-feira que seria “praticamente uma questão de horas” até a AEMPS autorizar o ensaio de fase 3 da vacina, o que acabou por se confirmar.

É nesta fase que, segundo a agência, “os aspetos de segurança e eficácia do medicamento são verificados de forma robusta”, com avaliação da dose e a sua eficácia a ser testada numa população maior do que a das primeiras fases.

Se passar com sucesso por esta fase, a primeira vacina espanhola contra o coronavírus já poderá ser comercializada e a partir daí serão realizados estudos de acompanhamento, nos quais os efeitos a longo prazo na maior parte da população são analisados em busca de contra-indicações.

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Morant sublinhou que até agora a vacina Hipra teve “resultados muito satisfatórios” nas diferentes fases da sua pesquisa. “Os resultados têm sido muito bons, mostraram uma ótima resposta de imunidade contra a Covid-19, e ainda apresentaram bons resultados contra a Ómicron”, detalhou.

Da mesma forma, a ministra adiantou que esta vacina, por se basear numa plataforma de recombinação de várias proteínas, “pode ser adaptada às diferentes variantes”. “Os resultados são bons, não houve efeitos adversos nos voluntários que a tomaram”, insistiu.

Por fim, Morant revelou que será “um marco” importante a autorização desta vacina produzida em Espanha, sobretudo porque era “um país que antes da pandemia não tinha empresa que produzisse ou participasse no processo de vacinas humanas”. “Vamos ajudar-nos a nós próprios e ao resto do mundo a ultrapassar este desafio”, concluiu.

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