À 5.ª ainda não foi de vez. Itália continua sem conseguir eleger Presidente da República

Os partidos de centro-direita tentaram empurrar a presidente do Senado, Elisabetta Casellati, do partido Forza Italia, de Silvio Berlusconi, para o cargo de alto escalão, mas o objetivo não foi atingido. 

Executive Digest

Itália continua sem conseguir eleger o próximo Presidente da República, com a quinta ronda de votações a terminar mais uma vez sem um vencedor, de acordo com cálculos feitos pela ‘Reuters’.

Os partidos de centro-direita tentaram empurrar a presidente do Senado, Elisabetta Casellati, do partido Forza Italia, de Silvio Berlusconi, para o cargo de alto escalão, mas o objetivo não foi atingido.

Segundo a agência de notícias, os cálculos mostram que Casellati não conseguiu reunir apoio suficiente para atingir o limite de 505 votos necessário para garantir a vitória na presidência italiana.

Os italianos esperavam um resultado, já que, a partir da quarta votação, a maioria absoluta (metade dos votos mais um) passou a ser suficiente para escolher o novo chefe de Estado, em vez da maioria de dois terços necessária nas três primeiras voltas.

Depois deste quinto impasse, espera-se que o Parlamento italiano realize uma nova ronda de votações ainda na tarde desta sexta-feira, programada para começar às 16h (hora local, 15h em Portugal), adianta a ‘Reuters’.

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As funções de presidente em Itália são prestigiadas mas sobretudo protocolares, e a principal questão desta eleição prende-se com as hipóteses de Mario Draghi, que, sem se ter declarado como candidato, deu a entender que aceitaria o cargo se tivesse o apoio da maioria dos grandes eleitores.

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), que assumiu a chefia do Governo em fevereiro de 2021, foi durante muito tempo o favorito para o cargo, mas os partidos estão preocupados com a ideia de ele abandonar as suas funções e muitos temem a convocação de legislativas antecipadas, quando a legislatura só termina em 2023.

Nenhuma formação política tem atualmente maioria absoluta no parlamento, mas todos os partidos, exceto a Itália Viva, de Matteo Renzi, e o partido da extrema-direita Irmãos de Itália, participam na coligação liderada por Draghi.

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