O ex-presidente do Banco Privado Português (BPP) recusou esta quinta-feira, numa reunião privada com o juiz, a extradição para Portugal, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM), que cita a advogada de defesa.
Segundo a mesma publicação, durante a reunião – que aconteceu na sala do juiz e por isso não foi captada pela imprensa – Rendeiro disse ainda que concordava com o julgamento marcado para junho, na África do Sul.
A advogada, June Marks, revelou também ao jornal que o recurso do processo de extradição deverá ser apreciado na próxima semana, havendo a esperança de que o arguido saia sob fiança no próximo mês.
Daqui a três semanas a defesa vai apresentar um novo pedido de caução, que se for aceite permite ao ex-banqueiro aguardar pelo processo de extradição em prisão domiciliária.
Isto acontece depois de o Tribunal de Verulam, na África do Sul, ter marcado ontem uma nova sessão para o próximo dia 20 de maio, para decidir quantos dias serão necessários para aloucar ao processo de extradição.
Depois disso, o julgamento do qual sairá a decisão sobre o processo de extradição de Rendeiro vai decorrer entre os dias 13 e 30 de junho, tal como confirmou o juiz na audiência de quinta-feira.
Entretanto, foi também avançado que as autoridades portuguesas vão enviar, até 1 de abril, a documentação legal do processo, que será devolvida, porque a anterior chegou com o lacre violado.
Recorde-se que o ex-banqueiro foi preso na manhã do dia 11 de dezembro em Durban, KwaZulu-Natal, África do Sul, por agentes do Bureau Nacional de Crime (NCB) da Interpol, em Pretória.
Condenado a 28 de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.
A 17 de dezembro de 2021, o juiz Rajesh Parshotam rejeitou libertar João Rendeiro sob caução, como pedia a defesa, pelo que o antigo presidente do BPP permaneceu em detenção provisória ao abrigo da convenção europeia de extradição de que Portugal e África do Sul são signatários.












