No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o secretário-geral da ONU exortou as pessoas em todo o mundo a “permanecerem firmes contra o ódio e o fanatismo”
“A nossa resposta à ignorância deve ser a educação”, disse António Guterres, sublinhando: “Os governos em toda a parte têm a responsabilidade de ensinar sobre os horrores do Holocausto”. A discursar no Serviço Internacional de Memória do Holocausto das Nações Unidas na Sinagoga Park East, em Nova Iorque – e na véspera do mundo assinalar o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto – o secretário-geral das Nações Unidas lamentou profundamente o reaparecimento em força de sentimentos de antissemitismo, encorajando o mundo a “permanecer firme contra o ódio e o fanatismo em qualquer lugar e em toda a parte”, disse, citado pela Euronews.
António Guterres assumiu ainda ter ficado alarmado ao saber, muito recentemente, que apenas metade dos adultos em todo o mundo ouviu falar do holocausto, momento trágico da história da humanidade que levou à morte de 6 milhões de judeus – qualquer coisa como um terço do povo judeu, além de milhões de outras pessoas durante a II Guerra Mundial. No seu entender, considerou Guterres, o mais grave é mesmo “a falta de conhecimento sobre o assunto entre as gerações mais novas”.
Recorde-se que a assembleia-geral da ONU adotou uma resolução em novembro de 2005 a estabelecer uma comemoração anual em memória daquelas vítimas, tendo então decidido assinalar em particular o dia 27 de janeiro porque foi o dia da libertação do campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau, em 1945.












