Julian Assange autorizado a recorrer da extradição para os EUA

Fundador do WikiLeaks arriscaria enfrentar julgamento por 18 acusações de espionagem e intrusão informática, numa sentença que poderia ir até aos 175 anos

Executive Digest

A decisão acaba de ser tornada pública: o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, está autorizado a recorrer para o Supremo Tribunal britânico e assim contestar a sua extradição para os EUA, onde o espera um julgamento por 18 ofensas de espionagem e intrusão informática.

Há muito que Washington quer que Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres seja julgado pela publicação, em 2010, de documentos militares classificados relacionados com as guerras dos EUA no Afeganistão e Iraque.

Desde então em sido um processo cheio de avanços e recuos – ate que, em dezembro passado, o supremo tribunal britânico votou pela reversão da decisão anterior, considerando que seria “opressivo” extraditar o australiano de 50 anos, devido “à sua saúde mental e ao risco de suicídio”.

Agora, Julian Assange tem 14 dias para apresentar os seus argumentos de forma a evitar a extradição. Embora seja uma conta difícil de fazer, estima-se que poderia ser sentenciado a uma pena de prisão de 175 anos.

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