Será a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decidir o momento certo para classificar a pandemia da Covid-19 como endémica, garantiram esta quinta-feira as Nações Unidas (ONU), em resposta à intenção de alguns países, como Espanha, em mudar a categoria.
A ministra da Saúde do país vizinho, Carolina Darias, anunciou que a Espanha vai começar a alterar o sistema de vigilância e controlo da Covid-19 assim que a sexta vaga for ultrapassada, uma vez que “a doença pandémica está a adquirir gradualmente características de endémica”.
Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, garantiu que o organismo vai deixar a OMS tratar do assunto médico. “Tem de haver muito bom senso, mas também temos de dar as ferramentas para os países que mais precisam”, alertou, salientando que muitos países “são obrigados” a conviver com o vírus porque “não tem acesso a vacinas”, reforçando a necessidade de fornecer apoio para combater a infeção.
Catherine Smallwood, uma das principais responsáveis da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa, mostrou o seu desacordo em começar a tratar a Covid-19 como endémica, uma vez que “não estão reunidas as condições para tal”. “A endemia pressupõe alguma estabilidade da circulação do vírus em níveis previsíveis e ondas conhecidas e previsíveis de transmissão epidémica, mas o que vemos agora, ao entrar em 2022, não chega nem perto disso”, concluiu Smallwood. A especialista não descartou que a Covid-19 se torne endémico a qualquer momento mas “em 2022 é difícil, com este cenário”. Catherine Smallwood destacou que tudo depende da resposta ao vírus e da extensão da vacinação em diferentes países, tanto na Europa como no mundo.











