O diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou esta quinta-feira que o facto de a variante sul-africana, Ómicron, ter mostrado não ser tão grave como a Delta, não significa que deva ser desvalorizada.
“Apesar de a Ómicron aparentar ser menos grave em comparação com a Delta, especialmente nos vacinados, isso não significa que deva ser classificada como ‘ligeira'”, disse em conferência de imprensa.
"While Omicron does appear to be less severe compared to Delta, especially in those vaccinated, it does not mean it should be categorised as ‘mild’."-@DrTedros
— World Health Organization (WHO) (@WHO) January 6, 2022
Segundo o responsável, “tal como as variantes anteriores, a Ómicron está internar e a matar pessoas. Na verdade, o tsunami de casos é tão grande e rápido que está a sobrecarregar os sistemas de saúde de todo o mundo.”
“Os hospitais estão a ficar sobrelotados e com falta de pessoal, o que resulta ainda em mortes evitáveis não apenas pela Covid-19, mas também por outras doenças e lesões, em que os pacientes não podem receber atendimento oportuno”, acrescentou.
Tedros apelou por isso à vacinação, sublinhando que é a melhor arma de combate contra este vírus. “As vacinas podem não interromper todas as infeções e transmissões, mas continuam a ser altamente eficazes na redução da hospitalização e morte por este vírus”, disse.
Ainda assim, sublinhou, “além da vacinação, medidas sociais de saúde pública, incluindo o uso de máscaras bem ajustadas, distanciamento, investimento em ventilação e o evitar grandes aglomerados, são importantes para limitar a transmissão”.



