OMS alerta: “Apesar de a Ómicron aparentar ser menos grave, não significa que deva ser classificada como ligeira”

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou esta quinta-feira que o facto de a variante sul-africana, Ómicron, ter mostrado não ser tão grave como a Delta, não significa que deva ser desvalorizada. 

Simone Silva

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou esta quinta-feira que o facto de a variante sul-africana, Ómicron, ter mostrado não ser tão grave como a Delta, não significa que deva ser desvalorizada.

“Apesar de a Ómicron aparentar ser menos grave em comparação com a Delta, especialmente nos vacinados, isso não significa que deva ser classificada como ‘ligeira'”, disse em conferência de imprensa.

Segundo o responsável, “tal como as variantes anteriores, a Ómicron está internar e a matar pessoas. Na verdade, o tsunami de casos é tão grande e rápido que está a sobrecarregar os sistemas de saúde de todo o mundo.”

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“Os hospitais estão a ficar sobrelotados e com falta de pessoal, o que resulta ainda em mortes evitáveis ​​não apenas pela Covid-19, mas também por outras doenças e lesões, em que os pacientes não podem receber atendimento oportuno”, acrescentou.

Tedros apelou por isso à vacinação, sublinhando que é a melhor arma de combate contra este vírus. “As vacinas podem não interromper todas as infeções e transmissões, mas continuam a ser altamente eficazes na redução da hospitalização e morte por este vírus”, disse.

Ainda assim, sublinhou, “além da vacinação, medidas sociais de saúde pública, incluindo o uso de máscaras bem ajustadas, distanciamento, investimento em ventilação e o evitar grandes aglomerados, são importantes para limitar a transmissão”.

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