António Costa respondeu durante o debate no Parlamento sobre o programa do Governo à questão que tem estado no ar desde que o novo Executivo tomou posse: a sua permanência à frente do Governo até ao fim do mandato.
Na sua intervenção inicial, o primeiro-ministro assegurou que vai cumprir o mandato e respondeu, ainda que de forma indireta, ao Presidente da República. “Estarei cá quatro anos e seis meses”, assegurou António Costa, que considerou que “palavra dada é palavra honrada” e que um Governo é um “contrato de legislatura”.
O primeiro-ministro deixou uma certeza aos portugueses. “Nunca abandonámos os portugueses e seguramente não será agora que o faremos”, enfatizou, para depois reagir a algumas das críticas que a oposição tem feito ao programa do Governo.
“O programa eleitoral não era um conjunto de meras promessas eleitorais, mas o compromisso que assumimos com os portugueses. Este é o programa que estamos mandatados pelos portugueses para executar nos próximos quatro anos e seis meses”, ressalvou o primeiro-ministro.
Costa acrescentou que o programa do Governo não é de curto prazo e que, mais do que uma resposta conjuntural, é “por definição”, um programa para a legislatura. “Deve mesmo ter uma visão estratégica e uma ambição de transformação estrutural que nos projete num horizonte de futuro. Foi, também por isso, que os portugueses votaram numa solução de estabilidade”, defendeu.
Neste contexto, o primeiro-ministro considerou que durante os últimos dois anos, o seu Governo “demonstrou repetidamente a capacidade de se adaptar aos desafios do presente”. “Sem nunca perdemos de vista os nossos objetivos de médio e longo prazo”, denotou.













