A justiça belga anunciará hoje a decisão do Tribunal de Recurso de Bruxelas sobre se os ex-eurodeputados Eva Kaili (também ex-vice-presidente do parlamento Europeu) e Marc Tarabella vão continuar em prisão preventiva.
Os ex-eurodeputados estão acusados de crimes de organização criminosa, corrupção e branqueamento de capitais. A decisão de hoje prende-se com os recursos, apresentados por ambas as defesa, para que os arguidos sejam sujeitos a medidas de coação menos gravosas do que a prisão preventiva.
Eva Kaili esteve esta terça-feira no Tribunal de Recurso de Bruxelas e voltou a pedir que fosse libertada, o que aliás tem feito em todas as ocasiões em que aparece perante as autoridades judiciais, alegando ter uma filha bebé, que só conseguiu ver poucas vezes (duas por mês), para além de se queixar das condições em que está presa preventivamente.
Kaili, que está presa há mais de 80 dias, tinha pedido para ser libertada, em tribunal, no passado dia 16 de fevereiro. Viu o pedido ser-lhe negado, sendo que será reavaliado daqui a dois meses (se entretanto o recurso não seja decidido a favor da ex-eurodeputada).
Recorde-se que o companheiro de Eva Kaili, Francesco Giorgi, outro dos arguidos no processo e detido, saiu em liberdade na semana passada e ficou sujeito à medida de coação de prisão domiciliária sob vigilância eletrónica.
As autoridades belgas continuam as investigações ao alegado esquema de corrupção e tráfico de influências no Parlamento Europeu, que envolve eurodeputados e líderes de ONGs que também já ocuparam lugares naquele organismo. Seriam ‘mediadores’ de responsáveis do Qatar e Marrocos, que ofereciam subornos, presentes, viagens e pagamentos em dinheiro em troca de decisões favoráveis àqueles países nos organismos europeus de Bruxelas.











