As vacinas contra a Covid-19 garantiram um maior controlo da pandemia a nível global e ajudaram a mitigar a evolução e surgimento de novas vagas pandémicas, mas, mesmo as pessoas completamente vacinadas e com doses de reforço têm sempre risco de apanhar a doença. Isto porque variantes como a Omicron permitiram à Covid adaptar-se para que os casos de reinfeção (e continuação da disseminação do coronavírus) acontecessem.
Segundo a plataforma inglesa ZOE Health Study, o aumento de casos de infeção verificados atualmente é prova de que é necessário manter a vigilância perante novas mutações, variantes e sub-linhagens que possam surgir pelo mundo.
Da mesma forma, uma investigação científica em todo o mundo verificou que há uma série de sintomas associados à variante Omicron e respetivas sub-linhagens em pessoas vacinadas.
A atenção a qualquer um destes sintomas é essencial, especialmente com a chegada do tempo mais frio e do inverno, até porque, avisam os epidemiologistas, muitas vezes os sintomas são ligeiros, o que torna difícil distinguir uma infeção por Covid-19 de uma constipação ou uma gripe.
Os sintomas mais comuns
Uma investigação feita na Noruega, e publicada na prestigiada revista científica europeia de doenças infeciosas e epidemiologia Eurosurveillance, estudou através de entrevista um foco surgido a 26 de novembro de 2021. Numa festa com 117 pessoas, verificou-se um surto da variante Omicron.
Dos 111 entrevistados, 66 tinham cassos confirmados de infeção por Covid-19 e 15 com possíveis casos de infeção. Dos participantes 89% tinham recebido as duas doses de uma vacina de mRNA, mas sem nenhuma dose de reforço. No grupo de totalmente vacinados, os cientistas registaram nove sintomas-chave, que afetaram todos ou quase todos os presentes na festa:
– Tosse persistente
– Corrimento nasal (‘pingo’ no nariz) ou congestão nasal
– Fatiga
– Dores de garganta
– Dores de cabeça
– Dores musculares
– Febre
– Espirros
– Náuseas
Os sintomas mais comuns registados foram tosse, corrimento nasal e cansaço/fatiga, enquanto os menos comuns em indivíduos vacinados foram espirros e febre.
Os especialistas de saúde pública destacam também que, no caso da variante Omicron, as náuseas podem sentir-se de forma mais grave logo no início da infeção por esta variante, sob forma de episódios de tonturas ou desmaios, que podem anteceder o teste positivo à doença.
Segundo uma sondagem feita pela plataforma WebMD, entre 23 de dezembro de 2021 e 4 de janeiro de 2022, cerca de 40% das mulheres e 33% dos homens relataram sentir cansaço generalizado e fraqueza muscular pouco antes de testarem positivo à Covid-19.
Já um estudo epidemiológico feito na Alemanha, e citado pelo Arztezeitung, relacionou episódios de tonturas e desmaios e a variante Omicron, após médicos descobrirem que era a variante Omicron da Covid-19 que estava a causar desmaios recorrentes num paciente de 35 anos internado numa unidade hospitalar em Berlim. Os investigadores adiantam que esta é “uma ligação clara” entre a infeção com a variante Omicron e episódios de tonturas.












