Outubro vai trazer o primeiro grande aumento das prestações do contrato de crédito à habitação, uma vez que já vão contemplar as ‘novas’ taxas Euribor, que subiram muito em relação ao período anterior, sejam nas taxas contratadas a 3, 6 ou a 12 meses – no caso de um empréstimo de 150 mil euros, os aumentos podem começar nos 85 euros e podem chegar a perto de 200 euros.
Maior será a fatura para quem tem contratos indexados à Euribor a 12 meses e que vai sentir pela primeira vez a subida das taxas de juros em 2022. Como o contrato é revisto de ano a ano, o seu titular vai sentir a diferença quando pagar os 642,97 euros ao banco. Há 12 meses, pagava 449,44 euros, uma diferença de 193,53 euros na prestação da casa.
O primeiro-ministro António Costa, num moento em que o aumento do custo de vida coloca maior pressão às famílias, admitiu que “é provável que venha a haver” apoios do Governo aos titulares de crédito à habitação, embora ainda sem esclarecer quais os planos do Executivo socialista.
Desde que o Banco Central Europeu começou a subir as taxas de juro, numa estratégia com vista a trazer a inflação para 2%, as taxas Euribor registaram uma subida a pique. E depois de 79 meses consecutivos em que a Euribor a três, seis e 12 meses estiveram em valores negativos, em abril, a Euribor a 12 meses voltou a valores positivos e atualmente já está acima de 2%. Também a Euribor a seis meses já está acima dos 1% e a taxa a três meses aproxima-se desse patamar.
Com a subida das Euribor, chegaram também aumentos nas prestações, que são revistas a cada três, seis ou 12 meses conforme as taxas indexantes contratadas. Quem fizer a revisão da prestação do crédito à habitação em outubro contará a média das Euribor de setembro: é por isso que o aumento dos preços da prestação vai ser uma ‘pancada’ ainda mais violenta do que até aqui.




