A Rússia vai mobilizar 300 mil homens num esforço para compensar as perdas na Ucrânia e expandir o exército – o reforço militar, anunciado esta quarta-feira por Vladimir Putin, teve efeito imediato e os primeiros russos abrangidos pela mobilização já começaram a abandonar as suas famílias e cidades para ir para a Ucrânia. Como é o caso da cidade de Yakutsk, na Sibéria, palco de um vídeo publicado pelo jornalista do diário britânico ‘The Guardian’.
First clips coming out of Russia this morning of draftees saying bye to their families. This from a small town in Yakutsk. Credits @taygainfo pic.twitter.com/tlaVRoDgLT
— Pjotr Sauer (@PjotrSauer) September 22, 2022
O objetivo, de acordo com o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, é aumentar o exército russo da sua atual força autorizada de 900 mil soldados para 1,4 milhões em 2023.
No entanto, a maioria dos “reservistas” russos com experiência militar anterior, que estão abrangidos pela decisão do presidente russo, não recebeu treino periódico de atualização após deixar o serviço ativo. Assim como os novos recrutas, vão precisar de treino significativo antes de serem enviados para a zona de guerra, algo que os especialistas colocam muitas reservas. Não ajuda também que o Kremlin, este verão, tenha ‘invadido’ os estabelecimentos de treino para colocar os instrutores nos novos batalhões para a linha da frente, tentando compensar dessa forma as perdas sofridas pelo exército na Ucrânia.



