O partido Irmãos da Itália, principal candidato à vitória nas eleições nacionais este domingo, dia 25, suspendeu um dos seus candidatos depois de este ter elogiado o ditador alemão Adolf Hitler em diversos posts online.
O partido tem as suas raízes num grupo neofascista criado após a II Guerra Mundial mas a sua líder, Giorgia Meloni, que deverá ser nomeada a próxima primeira-ministra italiana, já procurou distanciar-se da extrema-direita, garantindo que o seu partido é agora essencialmente conservador.
No entanto, os críticos dizem que ainda florescem os simpatizantes fascistas e o jornal transalpino ‘La Repubblica’ publicou, esta semana, diversos comentários nas redes sociais de há 8 anos pelo candidato do partido Calogero Pisano, no qual saudava Hitler como um “grande estadista”.
Pisano, que concorria à eleição na ilha da Sicília, num post de 2016, elogiou alguém por definir Meloni como uma “fascista moderna”, escrevendo que os Irmãos da Itália “nunca esconderam os seus verdadeiros ideais”.
A divulgação dos posts fez crescer a ira dos judeus em Itália. “A ideia de que aqueles que elogiam Hitler possam sentar-se no próximo parlamento é inaceitável”, escreveu Ruth Dureghello, chefe da comunidade judaica em Roma, na rede social ‘Twitter’.
Em resposta à controvérsia, o partido Irmãos da Itália garantiu que ia suspender o Pisano com efeito imediato. “A partir deste momento, Pisano não representa mais (o partido) em nenhum nível”, pôde ler-se no comunicado.
O próprio Pisano pediu desculpas. “Há anos escrevi coisas profundamente erradas”, escreveu no Facebook, acrescentando que havia removido os posts há algum tempo.













