Um representante da autoridade sanitária da China alertou os moradores locais para não tocarem em estrangeiros, um dia depois de o país ter registado o primeiro caso positivo de monkeypox. Wu Zunyou, epidemiologista-chefe do Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), na rede social chinesa ‘Weibo’, manifestou-se contra o “contacto pele a pele com estrangeiros”, um comentário que gerou controvérsia, tendo mesmo sido rotulado como racista.
“Para prevenir uma possível infeção pela varíola dos macacos e como parte do nosso estilo de vida saudável, é recomendado que não tenha contacto direto com estrangeiros”, apontou Wu, que pediu também que os habitantes locais evitem o contacto pele a pele com viajantes recentes que regressaram do exterior nas últimas três semanas e com estranhos.
A cidade de Chongqing, no sudoeste do país, relatou o primeiro caso de monkeypox na China num indivíduo que chegou do exterior, embora não tenha ficado claro se se trata de um cidadão chinês ou estrangeiro.
Cerca de 90 países onde a varíola dos macacos não é considerada endémica relataram surtos da doença viral, que a Organização Mundial da Saúde declarou como uma emergência de saúde global. Houve mais de 60 mil casos confirmados a nível mundial.



