Ryanair anuncia objetivo de ser “carbono free” até 2050  

A Ryanair anunciou esta segunda-feira que pretende tornar-se carbono free até 2050. A companhia aérea irlandesa apresentou a sua estratégia de descarbonização com a qual pretende reduzir as suas emissões de carbono e o impacto das suas operações sobre o ambiente.

André Manuel Mendes

A Ryanair anunciou esta segunda-feira que pretende tornar-se carbono free até 2050. A companhia aérea irlandesa apresentou a sua estratégia de descarbonização com a qual pretende reduzir as suas emissões de carbono e o impacto das suas operações sobre o ambiente.

De acordo com a companhia aérea, cerca de um terço da sua descarbonização é proveniente do aumento da utilização de SAF (combustível de aviação sustentável), estando a apostar na aceleração do fornecimento deste combustível.

Para além do SAF, 32% de descarbonização é feita através de melhorias tecnológicas e operacionais, 24% descarbonização através de compensação e outras medidas económicas, e 10% através da introdução de uma melhor Gestão do Tráfego Aéreo.

A Ryanair sublinhou ainda a criação do Centro de Investigação da Aviação Sustentável em parceria com o Trinity College Dublin, que irá fornecer investigação em SAF, sistemas de propulsão aeronáutica de carbono zero e mapeamento de ruído.

“Enquanto companhia aérea mais verde da Europa, a Ryanair compreende que a aviação desempenha um papel fulcral no combate às alterações climáticas e o nosso caminho para o compromisso ‘carbono free’ irá ajudar-nos a fazer exatamente isso”, diz Thomas Fowler, Diretor de Sustentabilidade da Ryanair.

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Com base neste compromisso, a Ryanair vai ainda investir 22 mil milhões de dólares na compra de 210 aviões Boeing 737-8200 ‘Gamechanger’, que transportam 4% mais passageiros, reduzem o consumo de combustível e CO2 em 16% e diminuem as emissões sonoras em 40%.

“Embora já tenhamos percorrido um longo caminho, continuaremos a liderar a agenda da aviação sustentável na aviação europeia, à medida que embarcarmos no nosso ambicioso caminho para o compromisso “carbono free” até 2050”, acrescentou Thomas Fowler.

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