O primeiro semestre deste ano parece ter deixado os empresários portugueses animados. Mais de metade (52%) consideram que a facturação no período aumentou em relação a idêntico intervalo de 2020 e mesmo 33% dizem registar melhores resultados do que no ano de 2019 quando a pandemia ainda não se tinha. No entanto, algo contraditoriamente, só 21% acreditam que a sua actividade económica atingirá este ano o nível anterior ao COVID enquanto a maioria dos inquiridos (43%) acham que isso só ocorrerá em 2023. Para garantir a solidez da recuperação da economia os empresários consideram maioritariamente o apoio às empresas nas saídas das moratórias (55%) e a estabilidade fiscal (48%). Para além do turismo, consideram que as principais alavancas de crescimento do PIB serão as indústrias técnicas especializadas (36%) e os centros tecnológicos e de competências (31%). Como factores diferenciadores para as suas empresas, uma clara maioria dos inquiridos aponta a melhoria da experiência do cliente (52%), seguida da melhoria de gestão de risco e agilidade (29%) a par da revisão da estratégia de negócio (29%). A descrença com o PRR parece manter-se neste barómetro, com 48% a achar a “bazuca” pouco relevante para as suas empresas enquanto 38% afirmam considerar os princípios ESG (Environment, Social, Governance) nas suas decisões de investimento, num progressivo alinhamento com as preocupações que impactam com a vida do planeta. Finalmente, o teletrabalho: quase metade (43%) admitem manter programas após o final das medidas sanitárias entre 20% e 40% do tempo de trabalho total realizado na empresa, num sinal que algumas das tendências geradas com a pandemia estão para ficar.
Testemunho publicado na edição de Agosto (nº. 185) da Executive Digest, no âmbito da XIX edição do seu Barómetro.



