Potencial candidato Rahm Emanuel acusa Netanyahu de transformar Israel em pária

Rahm Emanuel, um potencial candidato presidencial democrata norte-americano, afirmou hoje, na Universidade de Telavive, que Israel está cada vez mais isolado, por a sua liderança política o ter transformado em um “pária”.

Executive Digest com Lusa

Rahm Emanuel, um potencial candidato presidencial democrata norte-americano, afirmou hoje, na Universidade de Telavive, que Israel está cada vez mais isolado, por a sua liderança política o ter transformado em um “pária”.


“Vocês não podem lutar indefinidamente contra um mundo que deixou de acreditar que vocês têm o direito a lutar”, disse Emanuel a um auditório cheio.


“Têm de encontrar um novo e sustentável caminho para a paz, a segurança e a prosperidade económica”, contrapôs.


Esta condenação da liderança israelita mostra o quanto os democratas centristas se afastaram do seu apoio histórico a Israel nos últimos três anos.


Cerca de 58% dos democratas entendem que os Estados Unidos “apoiam demais” Israel, segundo uma sondagem da The Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research, acima dos 45% de janeiro de 2024.

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Metade dos democratas considera mesmo que Israel está a cometer genocídio contra os palestinianos.


Para mais, os judeus adultos têm uma opinião mais favorável ao presidente da autarquia nova-iorquina, Zohran Mamdani, um forte crítico de Israel, do que a Benjamin Netanyahu, sobre quem aliás impende um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional, emitido em 2024, por crimes de guerra e contra a Humanidade na Faixa de Gaza.


Entre as propostas que Rahm Emanuel fez está a do fim do financiamento pelos EUA do orçamento militar de Israel, argumentando que este deve pagar pela defesa proporcionado pelos EUA como qualquer outro aliado.

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Também pretende que os israelitas que atacam os palestinianos e os seus haveres sejam punidos, incluindo os políticos que os apoiam e incentivam nesta violência.


Acentuou, a propósito, que os EUA são responsáveis “pelo pior que a política interna (de Israel) tem”, ao ignorarem voluntariamente as injustiças israelitas.


O gabinete de Netanyhau recusou comentar o discurso.


Há uns anos, o agora primeiro-ministro classificou Emanuel como “um judeu que se odeia” depois de este ter condenado a expansão dos colonatos em 2009, quando era chefe de gabinete do Presidente Barack Obama.


Esta condenação motivou um conjunto de ativistas de extrema-direita a protestar contra a cerimónia da maioridade do seu filho em Jerusalém, no ano seguinte, alguns dos quais foram detidos.

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Um destes ativistas detidos é o atual ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, de quem Emanuel notou, de forma seca, que representa o rumo político de Israel nos últimos 15 anos.


Antes do discurso, Emanuel realçou que constatou um forte sentimento, entre os seus interlocutores, de abandono a que se consideram sujeitos pelo governo, o que, confessou, o surpreendeu.

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