A Microsoft apresentou uma queixa no Government Accountability Office dos EUA, o departamento que gere a compliance da administração norte-americana, contra a Agência de Segurança Nacional (na sigla anglo-saxónia NSA), para contestar a concessão de um contrato de computação em nuvem, concedido à Amazon, avança o Washington Technology.
A diligência foi apresentada no dia 21 de julho. O contrato, conhecido na área da Defesa por WildandStormy” e avaliado em 10 mil milhões de dólares, é a mais recente iniciativa da NSA de modernizar a sua base de dados.
A agência norte-americana limitou-se a dizer, em declarações à Bloomberg, “que concedeu um contrato para prestação de serviços na área de computação em nuvem”, recusando-se a tecer mais comentários sobre o assunto.
“Um dos candidatos do concurso recorreu da decisão para o Government Accountability Office . A Agência responderá, em tempo oportuno, à queixa apresentada”, concluiu a NSA.
Já a Microsoft enviou um comunicado à CNBC onde fez saber “que tendo em conta a decisão em causa, vamos apresentar uma reclamação administrativa, agindo com responsabilidade e nos termos da lei”.
A guerra entre as gigantes de Bill Gates e Jeff Bezos não é um tema novo nos EUA. Quando em 2019, o Pentágono concedeu um contrato de TI à Microsoft, conhecido como JEDI, o departamento de Cloud, dirigido na altura pelo agora CEO da empresa Andy Jassy, avançou com um processo em tribunal, para contestar a decisão.
Na petição inicial, a Amazon afirmava que a decisão do Pentágono foi influenciada por Donald Trump. Em abril de 2020 um relatório da Inspeção-geral do Pentágono deitou por terra estas acusações, tendo concluído ” que não houve nenhuma atividade de lobby por parte da Casa Branca”.














