Bancos alemães começam a dizer “adeus” aos escritórios

A maioria dos bancos europeus têm uma política de trabalho bastante flexível, através da qual um funcionário pode ir ao escritório entre duas a três vezes por semana.

Fábio Carvalho da Silva

Os bancos na Alemanha estão a reduzir a pegada imobiliária, em grande parte devido ao impulso dado ao teletrabalho, alimentando, assim, um fenómeno já conhecido como “hot desking”, que consiste em trocar uma mesa ou sala atribuída de forma permanente a um trabalhador, por um espaço de trabalho partilhado por vários funcionários, ao longo da semana, ou do mês.

O Deutsche Bank AG está a desocupar vários andares de um prédio que antes abrigava cerca de mil funcionários, o HSBC trocou um edifício de seis andares, por outro com metade do espaço. Já a unidade do  BNP Paribas em Frankfurt está a trabalhar numas instalações mais pequenas, prontas para receber apenas 60% do pessoal.



Para além destes “gigantes” bancários, outras instituições financeiras do país mais pequenas, como o DZ Bank AG e o BayernLB estão a seguir planos semelhantes.

A maioria dos bancos europeus têm uma política de trabalho bastante flexível, através da qual um funcionário pode ir ao escritório entre duas a três vezes por semana

Segundo um estudo do Instituto de Investigação Económica de Munique, cerca de 40% dos trabalhadores do setor terciários (serviços) trabalharam em regime híbrido ou em teletrabalho, uma média acima dos 30% verificados noutras áreas.

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