Fernando Ulrich recebe luz verde para integrar Administração do CaixaBank

O CaixaBank anuncia hoje a conclusão dos trâmites legais da fusão com o Bankia, que resulta na criação de um novo gigante bancário em Espanha.

Filipa Almeida

O CaixaBank anuncia hoje a conclusão dos trâmites legais da fusão com o Bankia, que resulta na criação de um novo gigante bancário em Espanha. A operação foi aprovada pelos acionistas das duas organizações no início de dezembro de 2020 e, agora, obteve todas as autorizações necessárias. Foi também registada hoje no Registro Mercantil em Espanha.

Quanto ao Conselho de Administração responsável por liderar o futuro do novo banco, o CaixaBank informa que será composto por 15 membros, dos quais cerca de 60% serão independentes. Um dos nomes aprovados pela Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas do CaixaBank é Fernando Ulrich, atual chairman do BPI.



Além de Fernando Ulrich, há também outros cinco novos nomes: José Ignacio Goirigolzarri Tellaeche, Joaquín Ayuso García, Francisco Javier Campo García, Eva Castillo Sanz e Teresa Santero Quintillá. Os restantes membros aprovados já faziam parte da Administração: Gonzalo Gortázar Rotaeche (administrador-delegado), Tomás Muniesa Arantegui (vice-presidente), José Serna Masiá, María Verónica Fisas Vergés, Cristina Garmendia Mendizábal, María Amparo Moraleda Martínez, Eduardo Javier Sanchiz Irazu, John Shepard Reed e Koro Usarraga Unsain.

A entidade combinada que resulta do processo de fusão será presidida por José Ignacio Goirigolzarri, atual presidente do Bankia, assim que for designado pelo novo Conselho de Administração do CaixaBank. Em comunicado, o CaixaBank adianta que isso deverá acontecer nos próximos dias.

O atual administrador-delegado (CEO), Gonzalo Gortázar, por seu turno, será “o primeiro executivo do CaixaBank”, reportando diretamente ao Conselho de Administração. Irá também presidir o Comité de Direção.

O novo CaixaBank terá cerca de 20 milhões de clientes e 623.800 milhões de euros em ativos totais. Terá ainda uma quota de créditos e depósitos de 26% e 24%, respetivamente, de acordo com dados reportados pela própria organização.

Para José Ignacio Goirigolzarri, «a fusão entre o CaixaBank e o Bankia constitui um marco na história do sistema financeiro espanhol. Enfrentamos este desafio a partir de uma posição de fortaleza que nos permite ser parte ativa na solução da atual crise, assim como converter-nos num protagonista muito relevante para a recuperação socioeconómica do nosso país».

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