O CEO da Mastercard, Michael Miebach, disse esta quarta-feira que a gigante dos pagamentos irá vincular os bónus de executivos às metas ambientais, sociais e de gestão corporativa, avança a ‘Bloomberg’.
Os vice-presidentes serão avaliados na forma como contribuíram para os esforços em conter o uso de carbono, melhorar a inclusão financeira e alcançar a igualdade de género e pagamento, explicou Miebach. A empresa irá “expandir e adaptar” essas prioridades para atender aos objetivos em constante mudança.
“O objetivo dos nossos programas de remuneração de incentivos é encorajar e recompensar o desempenho que nos ajuda a atingir os nossos objetivos financeiros, claro, mas também estratégicos que estabelecem a base para o sucesso futuro”, explicou o responsável numa nota enviada aos funcionários, a que a ‘Bloomberg’ teve acesso.
A Mastercard faz parte de uma lista crescente de empresas que usam a compensação para impulsionar o progresso climático e social. Sob a liderança de Miebach e do seu antecessor Ajay Banga, a empresa estabeleceu metas elevadas para mostrar um compromisso com a sustentabilidade e a justiça social, sendo uma das que se comprometeram a atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050.
É também uma das poucas empresas de serviços financeiros a oferecer uma avaliação contundente das diferenças entre o que paga a homens e mulheres, ao tentar preencher essa lacuna. Em setembro, o salário médio da empresa para mulheres era 92,4% do salário médio para homens em todo o mundo.
Para além disso, no ano passado, a Mastercard disse que espera incluir mil milhões de pessoas e 50 milhões de micro e pequenas empresas na chamada economia digital até 2025. “Acreditamos que estas metas, nas quais os nossos líderes seniores têm a capacidade – e a responsabilidade – de influenciar, vão ajudar a nossa empresa a crescer e prosperar nos próximos anos”, disse Miebach.
“Essa mudança reforça ainda mais o nosso compromisso de aprofundar a nossa cultura de inclusão e garantir que as pessoas alcancem o seu potencial, que o crescimento económico seja inclusivo e que o planeta possa prosperar”, acrescentou.














