Os rendimentos operacionais dos CTT cresceram 5,1% em contexto de pandemia, tendo atingido os 745,2 milhões de euros no quarto trimestre de 2020. Segundo a empresa, os resultados registados aceleram a recuperação iniciada no trimestre anterior (+0,3%) e poderão ser justificados com a área de Expresso e Encomendas.
Os CTT bateram recordes nos rendimentos destes serviços no quarto trimestre: 61,5 milhões de euros, ou seja, mais 45,2% do que no mesmo período de 2019. No total do ano, esta área cresceu 26,6% para 193 milhões de euros.
“Mesmo com o atual enquadramento económico desafiante e o contexto pandémico que ainda vivemos, o forte dinamismo das alavancas de crescimento Expresso e Encomendas e Banco CTT permitiu que estes negócios crescessem significativamente em 2020”, indica a empresa em comunicado.
O Banco CTT aumentou os rendimentos em 30,5%, em 2020, para 82,1 milhões de euros. Os CTT indicam que “esta boa performance compensou o acentuado decréscimo nos rendimentos de Correio e Outros, que caíram 10,8%, para 426,1 milhões de euros em 2020”. Também os Serviços Financeiros e Retalho recuaram 7,1%, em comparação com 2019.
Em termos de resultado líquido, os CTT alcançaram os 16,7 milhões de euros em 2020, menos 42,9% do que em 2019. O Banco CTT destaca-se por ter tido pela primeira vez um resultado líquido positivo de 200 mil euros.
João Bento, CEO dos CTT, considera que os resultados operacionais «demonstram que os CTT têm seguido uma estratégia acertada». O responsável aponta para o reposicionamento da marca e para o reforço da aposta na área de Expresso e Encomendas que «trouxe resultados muito positivos, com crescimento a dois dígitos nos rendimentos operacionais, no EBITDA e no número de objetos transportados».
No entanto, apesar de animadores, «ainda não compensem a queda do correio que foi agravada pela pandemia».
Sobre 2021, João Bento indica que «continuará a ser um ano desafiante, pela continuidade do contexto pandémico e o prolongado confinamento que se registou nos últimos meses e respetivos impactos negativos a nível económico e social». O CEO sublinha ainda que será um ano decisivo para a renegociação do contrato de concessão do Serviço Postal Universal, que foi prorrogado até ao final deste ano.
«Reafirmamos a nossa vontade em ser o prestador do serviço público universal, mas no quadro de um contrato sustentável. É, para tal, fundamental rever a natureza do serviço público, tendo em conta a forte quebra do correio, para que se possa produzir um novo contrato justo, equilibrado e que sirva o interesse de todas as partes», afirma João Bento.









