Mais de metade das horas extraordinárias feitas pelos empregados no ano passado não foram pagas pelos patrões, de acordo com uma análise do ‘Jornal de Notícias’ (JN) e ‘Dinheiro Vivo’ (DV) ao Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a mesma análise, só 49,4% das horas extra foram efetivamente remuneradas. Adicionalmente, foi possível observar que em 2020 registou-se a primeira redução em quatro anos do número de funcionários a trabalhar fora do seu horário normal, num total de cerca de 477 mil, o que corresponde ao valor mais baixo desde 2013, adianta o ‘JN’.
Deste total, 12% trabalhava por conta de outrém, a percentagem mais baixa dos últimos 10 anos.
Os mesmos dados mostram que em 2020 se registaram mais pessoas a trabalhar entre 36 a 40 horas semanais, ou seja, 54% dos trabalhadores, mais 2,2% do que no ano anterior.
Ainda assim, o INE observou que nos restantes horários registaram-se reduções, sendo que a mais significativa foi no escalão acima das 41 horas. No total, contabilizaram-se menos 124 mil pessoas a ultrapassarem o limite máximo do horário legal de trabalho.
Para além disso, verifica-se ainda que no ano passado menos 86 mil pessoas disseram ter trabalhado no horário noturno, para um total de cerca de 440 mil, o que corresponde a menos 86 mil face a 2019, ou seja, uma diminuição de 16,3%, sendo esta a maior da série do INE (que começou em 2011).
Quanto ao sábado, quase 1,8 milhões de pessoas diz ter trabalhado nesse dia, ou seja, 3,7% da população empregada, menos 282 mil pessoas comparativamente a 2019, uma descida de 14%. Já no domingo o total de trabalhadores fixa-se em 986 mil, um quinto dos empregados e o valor mais baixo desde 2012, correspondendo a uma quebra de 13%.














