Muitos trabalhadores do Banco Santander Totta (BST) têm procurado o MAIS Sindicato e o SBC – Sindicato bancário do Centro, após serem confrontados com propostas de rescisão por mútuo acordo (RMA), denunciando a prática de pressões e ameaças, razão que levou os sindicatos a solicitar uma reunião com o banco, que se realizou dia 18 de dezembro.
Entre as situações graves relatadas, nomeadamente quando os trabalhadores recusam a proposta de RMA apresentada, os sindicatos destacam o teletrabalho, sem meios nem tarefas para executar; expressões proferidas como “o banco já não conta consigo, já não tem lugar para si”; bancários que exerciam as funções de caixa nos balcões, agora com o denominado “posto avançado” estão a ser dispensados e relegados para o BackOffice, sem tarefas atribuídas, “on hold”, com desativação do telemóvel do banco e proibidos de contactar clientes; sobrecarga anormal de trabalho para os que ficaram a assegurar o posto de caixa dos que vão para casa, com estes últimos a terem de explicar aos que ficam na caixa como realizar as funções que lhes competiam; e ainda, caixas em regime de teletrabalho a exercer funções administrativas.
Desde que a denúncia foi feita, a 15 de outubro, as organizações têm vindo a frisar que não permitirão qualquer tipo de pressão sobre os trabalhadores. E com esta posição, na reunião que tiveram com o banco no passado dia 18, os sindicatos defenderam que “tem de haver critérios objetivos para propor RMA; aos bancários com 55 ou mais anos deve ser proposta reforma antecipada; e quem não aceitou a RMA tem de ter tarefas atribuídas e deve continuar a exercer funções, presencialmente ou em teletrabalho”.
Os sindicatos lamentaram ainda o facto de não ter havido qualquer tipo de informação do BST antes de dar início a este processo, nomeadamente explicitando os objetivos e critérios a utilizar.
Face à situação denunciada pelos sindicatos, o banco comprometeu-se a esclarecer todas as dúvidas numa reunião agendada para o início de janeiro.














