Brexit: Boris recua e deixa cair cláusulas que violam direito internacional

Esta é a maior cedência feita pelo responsável desde que as negociações começaram, e aconteceu na sequência de a União Europeia (UE) ter sinalizado que o prazo final para um acordo seria esta quarta-feira.

Simone Silva

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recuou esta segunda-feira e ofereceu-se para retirar as cláusulas do decreto de lei do Brexit que violam o direito internacional, numa tentativa de quebrar o impasse nas negociações, avança o ‘Independent’

Esta é a maior cedência feita pelo responsável desde que as negociações começaram, e aconteceu na sequência de a União Europeia (UE) ter sinalizado que o prazo final para um acordo seria esta quarta-feira, sendo que se tal não acontecesse o Reino Unido sairia da UE sem um acordo com o bloco.

Num comunicado citado pelo jornal britânico, o governo anunciou o recuo, mas sublinhou que apenas irá retirar as cláusulas com a condição de que as «soluções em estudo», nas negociações que se arrastam em Bruxelas, sejam consideradas para que se chegue a um acordo.

No entanto, a mudança é vista como um recuo significativo na posição britânica, depois de os ministros do Reino Unido terem insistido que estas cláusulas eram necessárias como «uma rede de segurança», independentemente de o acordo ser ou não alcançado.

Em causa está o polémico projeto de lei apresentado em Setembro pelo Governo do Reino Unido, que assume violar alguns compromissos assumidos pelo país, nomeadamente no que diz respeito ao protocolo sobre a Irlanda do Norte, que fez com que o bloco abrisse um procedimento de infração aos britânicos.

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Ainda esta tarde o primeiro-ministro britânico deve conversar telefonicamente com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyn,  para avaliar se um acordo comercial pós-Brexit ainda pode ser alcançado.

O telefonema desta tarde entre Johnson e von der Leyen será o segundo em 48 horas, depois de terem concordado no fim de semana em fazer um «esforço adicional» para chegar a um acordo, apesar de meses de impasse em questões fundamentais.

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