A Suíça anunciou na sexta-feira que as estâncias de esqui vão poder abrir no Natal, mas revelou também algumas medidas mais rigorosas, nomeadamente a proibição de cânticos em público, para controlar a propagação do novo coronavírus, segundo a ‘Reuters’.
O país optou por um caminho diferente dos vizinhos Itália, França e Alemanha, que até ao momento ainda não revelaram a sua decisão sobre os desportos de inverno nesta altura do ano, ou como a Áustria, que proibiu mesmo a abertura das estâncias de esqui.
Em vez disso, a Suíça disse que os resorts vão poder abrir a partir de dia 22 de dezembro, com a autorização das respetivas autoridades locais, um movimento alinhado com o caminho do país para manter a economia relativamente aberta, dependendo da população para cumprir as medidas básicas contra o vírus.
Os transporte fechados, incluindo teleféricos, comboios e gôndolas, serão limitados a dois terços da sua capacidade a partir de 9 de dezembro, segundo anunciou o governo suíço na sexta-feira. Para além disso, os resorts que não cumpram os regulamentos sanitários podem ser obrigados e fechar portas.
O ministro da Saúde, Alain Berset, disse que a Suíça esteve em contato com os seus países vizinhos, mas não foi exercida qualquer pressão antes de tomar as suas decisões. Mesmo assim, o responsável mostrou-se ciente das preocupações no exterior.
«Não queremos atrair pessoas de países onde (esquiar) é proibido», afirmou, mostrando-se preocupado com o número persistentemente alto de casos de Covid-19 nos últimos dias. As autoridades de saúde suíças relataram mais de 340 mil infeções e quase cinco mil mortes desde o início do surto.
Para resolver o problema, o governo anunciou uma série de outras medidas, incluindo a proibição de cânticos fora dos círculos familiares e também nas escolas. Foi ainda recomendado que os encontros privados, nomeadamente em restaurantes fossem restritos a duas famílias, e determinada a redução dos limites de capacidade de clientes em lojas, aconselhando também o teletrabalho sempre que possível.
«As próximas duas a três semanas serão bastante decisivas», disse Berset. «Se não fizermos nada, os casos vão aumentar», acrescentou o responsável aquando da apresentação das medidas, na sexta-feira.













