Muito se tem falado sobre a aprovação de uma vacina contra a Covid-19 devido aos últimos avanços nesta matéria, contudo, não pense que assim que a população for vacinada a vida vai poder voltar imediatamente ao normal, isto porque a proteção não é automática.
O alerta foi lançado pelo professor de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Joaquim Ferreira, numa entrevista ao ‘Observador’, onde o responsável indica que o processo de vacinação será gradual e «demorado», devendo manter-se as medidas básicas de segurança.
«Ninguém esteja convencido de que um dia depois de as pessoas serem vacinadas podem tirar a máscara, podem deixar de lavar as mãos e manter a separação física que seguramente será regra ainda durante muitos meses», refere à mesma publicação, explicando que a proteção oferecida pela vacina é dada à medida que o processo se desenvolve e não automaticamente, com uma duração de pelo menos seis meses.
Joaquim Ferreira aponta para que seja possível conseguir «alguma da normalidade anterior» em setembro ou outubro de 2021, sublinhando que se tal se verificar será «notável», no entanto, nesta primeira fase apenas será vacinado «um décimo da população», tendo em conta os grupos prioritários já definidos, sendo «ainda muito pouco», afirma citado pelo ‘Observador’.
«Os dados que temos das vacinas é que a proteção parece já existir eu diria um mês depois da primeira administração. (…) eu esperaria um mês e meio a dois meses até que o efeito protetor da vacina seja algo em que já possamos confiar», afirma ao jornal, acrescentando: «A maioria das pessoas fica protegida, mas alguns não vão ficar e não sabemos quem são esses alguns. Mesmo nesses cenários teremos de continuar a ser prudentes».













