Pessoas que vivem em regiões onde a Covid-19 tem uma maior incidência de transmissão, devem usar sempre máscaras ao ar livre, em lojas, locais de trabalho e escolas, ou sítios sem ventilação adequada, de acordo com a atualização das diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A porta-voz da OMS, Margaret Harris, afirmou esta quarta-feira que as orientações implicam algumas mudanças no seu guia de utilização de máscaras. A anterior atualização de recomendações datava de 5 de junho.
As principais mudanças, particularmente em áreas de transmissão comunitária ou coletiva, são o uso mais amplo de máscaras e especificações sobre o uso de máscaras não médicas para o público em geral.
A organização continua a aconselhar que qualquer pessoa com suspeita ou confirmação de ter contraído covid-19, ou que esteja a aguardar resultados de testes, deve usar uma máscara cirúrgica quando estiver na presença de outras pessoas. Em todos os outros casos, sugere que o público em geral utilize máscaras não cirúrgicas.
Nas áreas de transmissão conhecida ou suspeita do novo coronavírus, “se não puderem manter uma distância física de pelo menos um metro, as pessoas devem usar máscara, mesmo se os espaços forem bem ventilados”, pode ler-se na atualização das diretrizes do organismo.
Nas unidades de saúde, todas as pessoas que se encontrem no seu interior devem seguir esta norma, incluindo nas áreas comuns como refeitórios e salas de funcionários.
A OMS informa que em espaços fechados com várias pessoas, todos “devem usar máscara, a menos que a ventilação seja avaliada como adequada”.
No caso de receber visitas em casa, “as pessoas devem usar máscara ao receber visitas se não puderem manter distância ou avaliar se a ventilação é boa”, refere o documento.
No entanto, o organismo isenta a utilização de máscaras na prática desportiva e desaconselha o uso de máscaras com válvulas de expiração porque “contornam a função de filtragem da máscara de tecido”.
A OMS adverte ainda que “as máscaras devem ser usadas como parte de um pacote abrangente de medidas que ajudam a reduzir a disseminação de Covid-19” até porque “uma máscara sozinha, mesmo quando usada corretamente, é insuficiente para fornecer proteção adequada”, informa o documento.




