A Alemanha acaba de aprovar uma nova quota. Não diz respeito a pescas ou outra actividade económica, mas sim à obrigatoriedade de incluir executivos do sexo feminino nas administrações das empresas. Segundo adianta a CNN, o governo de coligação da Alemanha deu luz verde a uma medida que é já vista como um novo marco do país.
«Estamos a pôr um ponto final às administrações sem mulheres nas grandes companhias», afirma Franziska Giffey, ministra da Família, Mulheres, Juventude e Cidadãos Seniores. Citada pela mesma publicação, sublinha que se trata de um «avanço histórico».
A nova quota diz respeito a empresas presentes na bolsa cujas administrações tenham mais do que três elementos. A obrigatoriedade é de que pelo menos uma das pessoas seja mulher.
Nem todos, porém, parecem contentes com a decisão. A Federação das Indústrias Alemãs, que representa 40 grupos, garante que apoia os esforços no sentido de encorajar a nomeação de mulheres para cargos de liderança, mas que uma quota fixa representa uma intervenção muito forte na liberdade das empresas.
«A tendência de tentar rectificar problemas sócio-políticos através da economia e das empresas não deve de forma alguma tornar-se a regra», sublinha Iris Plöger, membro da comissão executiva da federação. A responsável sugere que os políticos devem, por outro lado, ter coragem para combater os problemas na origem do número reduzido de mulheres nas administrações.
É necessário, por exemplo, expandir as infra-estruturas digitais, de modo a facilitar o equilíbrio entre trabalho e vida familiar para todos os profissionais.
Também em Portugal existe uma quota semelhante, a par da Bélgica, França, Itália e Áustria. De acordo com a CNN, estes são os únicos países europeus que impõem um número mínimo de mulheres na administração de grandes empresas.




