A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em conjunto com o grupo BioNTech, mostrou ser 90% eficaz no combate à Covid-19, de acordo com os primeiros resultados provisórios de testes em larga escala, avança o ‘The Guardian’.
Este pode ser um grande passo para que uma vacina seja finalmente aprovada, uma vez que os ensaios realizados mostraram um desempenho muito superior face aos restantes candidatos e os reguladores já afirmaram por diversas vezes que bastaria que a eficácia fosse de 50% para obter aprovação.
«Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade. O primeiro conjunto de resultados do nosso ensaio clínico de fase três da vacina Covid-19, oferece a evidência inicial da capacidade da nossa vacina em prevenir a doença», afirmou Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, citado pelo jornal britânico.
O responsável mostra-se orgulhoso do feito alcançado, sublinhando que este é um «marco crítico no nosso programa de desenvolvimento de vacinas, numa altura em que o mundo mais precisa, com taxas de infeção a bater novos recordes, hospitais quase no limite da sua capacidade e economias a lutar para conseguir reabrir».
O teste vai continuar até que existam 164 casos confirmados, o que significa que a taxa de eficácia pode alterar-se. Ainda assim, a descoberta de que 90% das infeções já foram evitadas vai contribuir para animar os políticos e líderes de saúde pública, podendo trazer à superfície um potencial fim para a pandemia.
Os testes clínicos de fase três envolveram mais de 43 mil voluntários. A recolha dos dados de segurança necessários vai continuar até à terceira semana de novembro, segundo a empresa. O dossiê será depois submetido aos órgãos reguladores para aprovação, com a hipótese de as primeiras doses serem administradas aos profissionais de saúde até ao final do ano.




