Muito se tem falado nos últimos dias sobre a polémica «lista negra» de quarentenas do Reino Unido, da qual Portugal escapou há cerca de duas semanas, mas tudo indica que deverá voltar a integrar, na próxima sexta-feira.
Mas afinal em que critérios se baseia o governo britânico para determinar que países são obrigados a cumprir o período de 14 dias de quarentena na chegada? Descubra já de seguida, de acordo com a ‘Sky News’.
Um dos principais critérios é a taxa de infecção dos últimos sete dias, que oferece uma estimativa da prevalência de casos activos. Se atingir os 20 novos casos por 100 mil habitantes, as autoridades consideram a possibilidade de colocar os viajantes de volta à quarentena.
É por esse motivo que muitos turistas a passar férias no Algarve têm feito as malas mais cedo, visto que Portugal já ultrapassou esse valor, registando actualmente um taxa de 22,9 casos por 100 mil habitantes, que antes se fixava em apenas 14,5.
Mas este não é o único factor. A ‘Public Health England’ (PHE), o departamento de saúde britânico, disse à Sky News que os dados semanais em conjunto com as tendências a longo prazo sobre casos e mortes, também pesam na decisão, estado atentos à constante evolução da taxa de infecção.
A capacidade de testagem de um determinado país, a «qualidade» dos seus dados e as «acções governamentais», são também factores tidos em consideração pelo Reino Unido na altura de aplicar as decisões.
Se a testagem for limitada, pode ser difícil ter confiança de que os números oferecem efectivamente uma imagem precisa, sendo por isso importante verificar quantos testes estão realmente a ser realizados em relação à percentagem da população, explica a Sky News.
Também é igualmente importante saber a causa do aumento das infecções: se se deve a uma propagação geral do vírus num país, ou se está relacionado com um surto local mais contido. Por exemplo, grupos de casos em Zante, na Grécia, levaram o governo a pedir aos viajantes que voltavam da ilha para se isolarem.
A Escócia foi mais longe e decidiu mesmo retirar definitivamente a Grécia da sua lista «segura», na manhã desta quinta-feira. No entanto, actualmente não há restrições para viajantes que regressam a Inglaterra.
Mas quem toma realmente as decisões?
Os países do Reino Unido são aconselhados pelos seus órgãos de saúde pública e têm controlo sobre as suas próprias regras de viagem, o que significa que alguns podem agir antes dos outros, mas de forma geral as restrições são muito semelhantes.
Os ministros da Inglaterra decidem com base no conselho do PHE e do ‘Joint Biosecurity Centre’, o órgão que também dá orientações sobre a implementação de bloqueios locais.
As alterações nas listas de quarentena podem ser feitas a qualquer momento por motivos de saúde pública, contudo os anúncios são geralmente feitos na quinta-feira, com as alterações a entrar em vigor no sábado.
Relativamente a Portugal sabe-se que a decisão só vai ser tomada amanhã, sexta-feira, de acordo com uma confirmação do ministro da saúde do Reino Unido, Matt Hancock.











