A residência sénior Montepio, no Porto, está a ser acusada de «esconder» a gravidade da tragédia vivida na instituição, onde já morreram 16 utentes vítimas da Covid-19, avança esta quinta-feira o ‘Correio da Manhã (CM).
De acordo com a mesma publicação, uma fonte próxima do assunto revelou que o lar tentou esconder a verdadeira dimensão do que se estava a passar dentro da instituição, com uma delegada sindical dos trabalhadores a explicar que as mortes dos pacientes estavam «envoltas em secretismo» e as famílias não tinham qualquer informação sobre a situação.
Esta é uma residência de luxo, que nem todos podem pagar. Com espaço para acolher 119 utentes em quartos duplos ou singulares, e serviços como hotelaria, enfermagem, psicologia ou animação, os preços do alojamento podem mesmo chegar aos três mil euros por mês. Para além disso, segundo o ‘CM’, os residentes têm de pagar os próprios medicamentos, fraldas ou tratamentos.
O lar tem sido alvo de duras críticas ultimamente devido à situação epidemiológica: registam-se actualmente 48 pessoas infectadas, sendo que 29 são utentes e os outros 19 são funcionários da instituição. A Covid-19 causou ainda a morte de 16 residentes.
A ministra da saúde, Marta Temido, explicou na quarta-feira na habitual conferência e imprensa, que o surto em questão foi conhecido a 27 de Junho, estando actualmente a decorrer uma fase de rastreio a todos os utentes e profissionais de saúde.













