Vinhos de Lisboa batem recorde de vendas no pós-confinamento. Exportações disparam com EUA e Brasil a liderar

Este crescimento foi suportado por um aumento significativo das exportações para mais de 100 destinos diferentes, liderados por Estados Unidos, Canadá, Brasil.

Sónia Bexiga

Os Vinhos de Lisboa anunciaram, esta segunda-feira, resultados recorde nas vendas registadas nos últimos três (período de pós-confinamento) o correspondente a 18 milhões de garrafas entre junho e agosto.

Estes foram os três meses mais fortes de sempre ao nível das vendas desde que há registos, sendo que nos primeiros 8 meses do ano – de janeiro a agosto – as vendas dos Vinhos de Lisboa aumentaram 15% face a 2019.

Segundo a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), este crescimento foi suportado por um aumento significativo das exportações para mais de 100 destinos diferentes, liderados por Estados Unidos, Canadá, Brasil, Reino Unido e Escandinávia e com Japão, Coreia do Sul e a Austrália a ganhar força.

“Mesmo com todos os imprevistos causados pela pandemia, e que continuam a impactar alguns produtores, os resultados globais mantêm-se bastante positivos, pelo que os Vinhos de Lisboa estão vivos e recomendam-se”, afirma Francisco Toscano Rio, Presidente da CVR Lisboa.

No que toca à vindima e com o calor sentido nos últimos dias, as maturações atingem agora o seu ponto ideal nas castas brancas, destinadas à produção de vinhos brancos leves e espumantes, e algumas uvas tintas para rosés.

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“São categorias de vinho onde o equilíbrio entre os açucares, a acidez e o aroma são particularmente importantes para garantir a tipicidade pretendida para os Vinhos de Lisboa”, explica o mesmo responsável.

Segundo a Comissão, as primeiras uvas que estão a entrar nas adegas confirmam as expectativas que existiam para esta colheita, prevendo-se um aumento de quantidade de 5%.

A Comissão deu ainda nota de que o seguro de colheita contratado atingiu os 20 milhões de euros, o correspondente a 50% da área de vinha certificada. “Salvaguardamos as vinhas e conferimos aos viticultores uma tranquilidade adicional neste período crítico”, elucidou Francisco Toscano Rico.

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