Espanha ‘toca a reunir’: Comunidades têm luz verde para impor Estado de Emergência. Militares vão reforçar rastreamento

O líder do Governo espanhol disponibilizou 2 mil soldados às comunidades autónomas para reforçar o rastreio das infeções do novo coronavírus.

Sónia Bexiga

O líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou, após a reunião do Conselho de Ministros desta terça-feira – a primeira após as férias de verão – um plano de “co-governação” com as comunidades autónomas para reforçar o trabalho na luta contra o vírus antes do progresso “desigual” da pandemia, noticia o ‘ElMundo’.

E entre as principais medidas anunciadas destaca-se, desde logo, o incentivo às comunidades autónomas para utilizarem o instrumento jurídico do Estado de Emergência em todo, ou parte, do seu território, assegurando que contarão com o total apoio do Governo na utilização deste instrumento.

Como a declaração de Estado de Emergência terminou no final de junho, o combate a esta crise de saúde depende apenas da gestão das comunidades, para as quais foram transferidas as responsabilidades. O que tem permitido que o Governo e o Presidente da República se retirem da primeira linha de decisão, enquanto o Ministério da Saúde apenas exerce funções de coordenação.

O Governo anunciou ainda que coloca 2 mil militares à disposição das comunidades autónomas para realizarem tarefas de rastreamento, sendo que haverá um reforço dos meios digitais de rastreio, e por isso convidou todas as autonomias a aderir à aplicação Radar Covid, que até agora já foi implementada em sete comunidades.

Sanchez pediu também para abrirem as portas das escolas e começarem o ano letivo “normalmente”, prometendo iniciar uma ronda com os líderes das forças políticas com o objetivo de reforçar a unidade de ação contra a pandemia e “banir o luta política” neste combate ao novo coronavírus.

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O líder insistiu ainda na importância da colaboração dos cidadãos para conter a propagação da Covid-19.

O aumento das infecções por coronavírus nos últimos dias suscitou, em geral, o receio de uma situação semelhante à de março e, embora o Governo afirme que Espanha não está nesse ponto e que a pandemia está sob controlo, o aumento sustentado das hospitalizações e a iminência do início do ano letivo veio confirmar que o país está em uma nova fase crítica.

 

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