Doentes sem dinheiro para comprar medicação quase duplicam no último ano

O número de doentes que não têm possibilidades financeiras para adquirir a medicação de que precisam aumentou em 2020, de acordo com dados do programa Abem.

Revista de Imprensa

O número de doentes que não têm possibilidades financeiras para adquirir a medicação de que precisam aumentou em 2020, de acordo com dados do programa Abem, que permite a aquisição de medicamentos sem qualquer custo, citados pelo Jornal de Notícias (JN).

Segundo a mesma publicação o programa em questão registou mais 16 beneficiários face a 2016, o primeiro ano em que entrou em vigor e ainda um aumento de cerca de 50% desde Julho de 2019 até ao presente.

O programa Abem, pertence à Associação Dignitude, que em conjunto com autarquias e instituições sociais, torna possível o acesso sem custos a medicamentos a mais de 16 mil pessoas de Portugal Continental e ilhas. Segundo os responsáveis a resposta tem vindo a ser reforçada, uma vez que a pandemia acelerou a pobreza a um ritmo alucinante.

Por este motivo a Dignitude criou um fundo de emergência que visa ajudar quem de repente se viu sem possibilidades financeiras, mas não cumpre todos os requisitos para fazer parte do programa titular, segundo o JN. Em Julho, este fundo contava com 460 beneficiários, um número que tem vindo a aumentar todos os dias.

«Não temos o músculo do Estado nem conseguimos chegar a todo o lado, mas procuramos responder às situações mais graves. Com a pandemia, criou-se o fundo de emergência Abem covid-19, à semelhança do que fizemos após os incêndios de Pedrógão Grande, para ajudar as pessoas que sofreram um corte abrupto e inesperado devido à paralisação da economia», explica a embaixadora da associação, Maria de Belém Roseira, citada pelo ‘JN’.

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