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1.000.000 de desempregados!

Por Ricardo Florêncio

Fica sempre a dúvida sobre a real dimensão do problema. Lembremo-nos, em primeiro lugar, que a taxa de desemprego representa o número de desempregados face à população activa num determinado período de tempo. Ora, sabemos de antemão que existe um vasto conjunto de população que trabalha na chamada economia paralela. E, deste modo, o que podemos ter a certeza é que o número de pessoas que actualmente não aufere rendimento é substancialmente mais elevado do que as estatísticas apresentam. Face à situação que se conhece, e atendendo às perspectivas do que pode vir a acontecer no curto prazo ao nível das empresas, com falências, insolvências e reduções, não será exagerado esperar que esse número se possa situar próximo do um milhão de desempregados em Portugal. Agora, o que significa para Portugal, ter um milhão de desempregados reais? É uma calamidade, económica, social, familiar, em todas as vertentes. E é aqui que devem incidir as nossas principais preocupações e atenção.

Não vamos cair no dogmatismo de pensar que a solução está no emprego no Estado. O Estado já tem um peso muito grande na nossa Economia, e já representa uma fatia muito importante na população activa. É na iniciativa privada, é nas empresas, que se deve centrar a solução. Pois são elas a fonte de riqueza e rendimento do nosso País. É imperioso que se criem condições para que sejam as empresas a criar emprego, que se criem incentivos para que as empresas invistam e sintam confiança para proceder a esses investimentos, pois só, e apenas assim, poderá ser retomado o caminho da recuperação.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 173 de Agosto de 2020

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