Por Ruth Reader, colaborada da Fast Company
Há um escritório em Nova Iorque que se abre para uma grande entrada com colaboradores espalhados e sentados em cadeiras e mesas aveludadas. Entretanto, numa cozinha sem paredes, bem ao lado, um homem com camisa preta vai cortando toranjas para fazer uma água aromatizada. Embora tenha todos os sinais de um WeWork, a verdade é que este escritório pertence à Sprint, mais precisamente uma operadora sem fios (a palete preta e amarela revela-o). Mas a WeWork não só reconstruiu, como mantém o espaço.
Ao longo do último ano e meio, 30 grandes empresas inscreveram-se na remodelação de escritórios assinada pela WeWork, chamada Powered by We. A WeWork tenta resolver problemas empresariais com espaços físicos personalizados e usa uma combinação de referências e de ferramentas analíticas para que as suas soluções respondam ao que é pedido. Mais de mil grandes empresas usam os serviços da WeWork a fim de criar condições laborais flexíveis para os seus colaboradores globais, e empresas com pelo menos 1000 pessoas constituem agora 25% dos seus membros. A escola e o ginásio da WeWork chamam a atenção, mas a sua abordagem aos espaços empresariais pode ser o que justifica a sua avaliação actual, de 18 mil milhões de euros.
UBS
Problema: Utilização ineficaz do espaço
Os escritórios da UBS em Nova Jérsia incluem lugares no refeitório usados pouco tempo por dia. A WeWork está a transformar a área num espaço para ser usado todo o dia, com máquina de café e de sumos e capacidade para reuniões;
Sprint
Problema: Má colaboração
Com os seus cubículos de paredes altas, no espaço da operadora sem fios, em Manhattan, os colaboradores mal se viam. Por isso, a WeWork abriu o escritório, transformou a recepção num salão e áreas adjacentes numa cozinha e sala de jogos;
Expedia
Problema: Falta de sensação de comunidade
A Expedia adquiriu a Orbitz – e o seu escritório em Chicago – em 2015. Para unir os colaboradores da Expedia e da Orbitz, a WeWork diminuiu o tamanho do escritório de três andares para dois, acrescentou aulas de ioga e workshops;
Problema: Atrair talento nos escritórios-satélite
A Pinterest precisava de encontrar engenheiros de topo fora de Silicon Valley, por isso pediu à Powered by We para projectar e construir um escritório em Seattle. Está numa agên- cia da WeWork, mas tem a sua própria entrada e estética;
Microsoft
Problema: Os colaboradores móveis não podiam “estacionar”
A equipa comercial da Mi- crosoft, em Manhattan, passa os dias a correr entre clientes. Para terem espaços remotos, a WeWork criou escritórios pequenos nas três WeWork da cidade. Separados das áreas normais e com salas de conferências.
Este artigo foi publicado na edição de Dezembro de 2018 da Executive Digest.














