A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em baixa, afetada pela forte subida dos preços do petróleo, devido ao aumento da preocupação com a situação no Médio Oriente, e a uma vaga de vendas de títulos das tecnológicas.
O resultado da sessão indica que o índice tecnológico Nasdaq perdeu 1,25% e o alargado S&P500 recuou 0,47%. E o seletivo Dow Jones Industrial Average apesar de fechar em terreno positivo só o fez com uma valorização de 0,10%.
“Os investidores encaixaram um duplo golpe duro”, resumiu Adam Sarhan, da 50 Park Investments, em declarações à AFP.
A recuperação das cotações do petróleo pesou sobre os índices desde a abertura. Os investidores receiam uma nova redução das exportações do Golfo Pérsico, dada a multiplicação de incidentes com petroleiros na região, em particular em torno do estratégico Estreito de Ormuz.
A posição dos EUA é também questionada.
“Não atacaremos o Irão em momento algum antes das eleições” de novembro, escreveu Donald Trump na sua rede social, depois de informações sobre um retomar dos ataques nas próximas semanas.
“Os investidores interpretam agora a situação como se fosse atacar depois” do escrutínio, o que est+a longe de ser percebido como tranquilizador, destacou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, em declarações à AFP.
Para os investidores, o outro reverso veio do setor tecnológico, motor habitual da praça bolsista.
Informações contraditórias sobre o volume de negócios da OpenAI, o criador do ChatGPT, abalaram os mercados, com uma fonte a considerá-los longe dos objetivos e outra conforme as expectativas.
“Se a OpenAI não consegue atingir as previsões do volume de negócios, o que é que isso significa para as outras empresas do setor?”, questionou Adam Sarhan.
O desenvolvimento da inteligência artificial (IA) tem suportado as fortes valorizações de grande parte dos títulos tecnológicos.
Mas muitos interrogam-se sobre a capacidade de start-up como a OpenAI e Anthropic de serem rentáveis em prazos rentáveis.
Certo é que hoje a Nvidia perdeu 3,08%, com os concorrentes Broadcom (-4,35%) e Micron (-4,79%) a recuarem ainda mais.
No mercado obrigacionista, a sessão foi marcada por fortes tensões associadas ao preço do petróleo, seguidas por uma acalmia resultante de uma emissão de títulos do Tesouro, que teve uma forte procura.














