Viagens dos residentes abrandam no 3.º trimestre e crescem 8% para 8,9 milhões

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as deslocações em território nacional atingiram 7,6 milhões, representando 85,1% do total, enquanto as viagens com destino ao estrangeiro totalizaram 1,3 milhões de deslocações (14,9% do total)

Executive Digest com Lusa
Janeiro 28, 2026
12:30

O crescimento das viagens dos residentes em Portugal abrandou no terceiro trimestre de 2025 para um aumento homólogo de 8%, após subir 22,1% no trimestre anterior, com as deslocações internas a crescerem 9,1% e ao estrangeiro 2,1%.

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as deslocações em território nacional atingiram 7,6 milhões, representando 85,1% do total, enquanto as viagens com destino ao estrangeiro totalizaram 1,3 milhões de deslocações (14,9% do total). No total, as viagens dos residentes somaram 8,9 milhões.

O INE nota que estas deslocações mantiveram a trajetória de crescimento iniciada no terceiro trimestre de 2024, mas a um ritmo inferior ao do trimestre anterior.

O número de viagens aumentou em todos os meses do trimestre: +12,8% em julho, +7,9% em agosto e +1,9% em setembro.

As principais motivações para viajar entre julho e setembro continuaram a ser o “lazer, recreio ou férias”, que originaram 5,7 milhões de viagens (64,3% do total, -3,4 pontos percentuais face ao terceiro trimestre de 2024), e a “visita a familiares ou amigos”, que motivou cerca de 2,6 milhões de viagens dos residentes (29,1% do total, +3,0 pontos percentuais do que no mesmo trimestre do ano anterior).

Quanto às opções de alojamento, o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção (54,1% das dormidas), ao acolher 26,0 milhões de dormidas nas viagens de residentes.

Já os hotéis e similares concentraram 24,4% das dormidas (11,8 milhões), maioritariamente associadas a viagens por “motivos profissionais ou de negócios”.

No terceiro trimestre de 2025, cada viagem teve uma duração média de 5,42 noites (5,62 no terceiro trimestre de 2024), sendo que a duração média mais longa foi registada em agosto (6,22 noites; 6,39 em agosto de 2024) e a mais baixa em setembro (3,60 noites; 3,92 em setembro de 2024).

Entre julho e setembro do ano passado, 40,6% dos residentes fizeram pelo menos uma deslocação turística, +0,7 pontos percentuais face ao mesmo período de 2024.

Numa análise mensal, e em termos homólogos, a proporção de residentes que realizou pelo menos uma viagem aumentou em julho e agosto (+1,4 e +0,8 pontos percentuais, respetivamente), mas diminuiu setembro (-0,3 pontos percentuais).

No processo de organização das deslocações, a Internet foi utilizada em 30,1% das viagens (-0,1 pontos percentuais), tendo este meio sido a principal forma de planeamento em 63,9% das viagens ao estrangeiro (-3,4 pontos percentuais) e em 24,2% das realizadas em território nacional (+0,9 pontos percentuais).

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