A vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson (J&J) é a próxima a ser aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos, ainda no início deste mês. Apesar de ter uma eficácia inferior à da Moderna ou da Pfizer/ BioNTech, ambas com uma eficácia acima dos 94% nos ensaios clínicos, a vacina da J&J é uma das que oferece mais vantagens.
Em ensaios em todo o mundo, a vacina de dose única da J&J demonstrou ser 66% eficaz na prevenção total de infeções pelo novo coronavírus, e 85% eficaz na prevenção de casos graves de covid-19, após quatro semanas desde a toma da vacina.
No entanto, para alguns especialistas, a vacina da J&J é a ideal. Nomeadamente, para as pessoas mais jovens e saudáveis, para aqueles que preferem receber apenas uma dose, e para quem não tolera bem os efeitos secundários da vacina. Além disso, a vacina da J&J foi testada no pico da pandemia, pelo que oferece resultados fiáveis.
Embora não possa eliminar a doença, a vacina da J&J tem a sua própria função na prevenção dos piores resultados da covid-19: hospitalização e morte. Além disso, é barata, simples de dar e de receber, e oferece uma boa proteção viral numa questão de semanas, sem ser necessária uma segunda dose. Adicionalmente, é também eficaz contra algumas das novas variantes que se estão a espalhar rapidamente por todo o mundo.
O benefício mais óbvio da vacina da J&J é que é de apenas uma dose, o que facilita toda a logística em torno da administração do fármaco. E esta nova vacina funciona particularmente bem nas pessoas com menos de 60 anos. Nos ensaios clínicos, os voluntários até esta faixa etária foram protegidos de infeções graves – apenas 58 dos mais de 8200 que foram totalmente vacinados desenvolveram covid-19 moderada a grave.
A vacina da J&J também ajuda a impedir que as pessoas espalhem o vírus de forma assintomática. Isto é particularmente útil para os jovens, bem como para os trabalhadores essenciais que têm mais dificuldade em cumprir o distanciamento físico.
Embora seja necessária mais investigação, os dados da J&J sugerem que a vacina pode ser cerca de 74% eficaz contra infeções assintomáticas. Desta forma, pode ser muito útil para ajudar a alcançar a imunidade de grupo, impedindo a propagação ‘silenciosa’ do vírus.







