A depressão “Elsa” provocou o caos nesta quinta-feira. Deixou desalojados, atingiu cerca de 40 casas, numa faixa de 150 metros de largura ao longo de um quilómetro, e gerou prejuízos avultados em Vila Chã, em Vila do Conde, avança o “Jornal de Notícias” (JN).
Durante todo o dia, o presidente da Junta, Joaquim Moreira, andou a ajudar como podia e a Câmara de Vila do Conde diz estar a acompanhar o caso. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera disse ao “JN” que são marcas de tornado.
«Tinha tudo fechado. O vento partiu a persiana e o vidro», conta ao “JN” Clementina Santos, de 80 anos, na Rua Nova, a um quilómetro do mar, onde quase todas as casas perderam telhas. Eram 2.20 horas.
Na praceta do Côjo, Ana Teixeira recorda: «Foi um estrondo enorme!». A sala é, neste momento, «o único sítio em que não chove». A casa alagou e o telhado está com buracos. «Ficou desfeita», lamenta.
Naquela praceta nenhuma casa escapou ao mau tempo. A 100 metros, na Rua da Praia Nova, Vera Maia faz as contas aos estragos: «Estragaram-se roupas, electrodomésticos, móveis».
Em Mindelo e Gião, os prejuízos são avultados em duas vacarias. Os prejuízos são de muitos milhares de euros. As 40 vacas estão agora, provisoriamente, todas acomodadas num mesmo espaço, mas a produção de leite «vai continuar», garante José Dias.
Em Gião, Joaquim Ramos tem «mais de 100 mil euros de prejuízos» num painel fotovoltaico, na cobertura de um dos pavilhões e no coberto das máquinas. Os dois casos já foram reportados à Direção Regional de Agricultura.













