A Tesla está a ser acusada de violar regulamentos ambientais nos Estados Unidos e na Alemanha, avança a CNBC.
De um lado do oceano, a Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA) acusou a empresa de não agir em conformidade com os padrões de emissões federais sobre gases poluentes atmosféricos perigosos. O caso nos Estados Unidos diz particularmente respeito à forma como a Tesla está a lidar com o “revestimento de superfície” dos seus veículos.
A CNBC já tinha avançado anteriormente que a principal fábrica de automóveis da Tesla nos EUA em Fremont, na Califórnia, registava um histórico de problemas, incluindo incêndios, limpeza e manutenção inadequadas, e retoques para corrigir falhas na pintura dos carros.
Já na Europa, as autoridades alemãs multaram a Tesla em 12 milhões de euros, por supostamente não ter feito notificações públicas e cumprir adequadamente a sua obrigação de retirar baterias velhas dos clientes.
A legislação alemã exige que as fabricantes que vendem carros elétricos devem retirar as baterias e descartá-las de forma ambientalmente sustentável.
A Tesla já se defendeu, escrevendo no processo que a situação está “relacionada com requisitos administrativos” e afirmando que continuou a retirar as baterias. E contestou a acusação, estimando que o assunto não deve ter um impacto material nos negócios da empresa.
O processo surge numa altura em que a empresa está a construir a sua primeira fábrica europeia em Grünheide, Brandenburg, nos arredores de Berlim. A produção está prevista para arrancar em 2022.
As ações da Tesla caíram ligeiramente nas negociações da manhã de quarta-feira, após a polémica ambiental com a empresa.




